Nesta sexta (18/7) – Francis Hime ganha especial para celebrar sua vida e obra no Sem Censura, da TV Brasil

Produção apresentada por Cissa Guimarães também reúne na bancada Olivia Hime e Geraldo Carneiro
 
Em comemoração aos 85 anos do consagrado pianista, cantor e compositor Francis Hime, o programa Sem Censura reúne uma bancada com grandes personalidades da cena cultural para uma conversa sobre o legado e a obra do veterano nesta sexta (18), às 16h, na TV Brasil.
 
Além do artista homenageado, a apresentadora Cissa Guimarães recebe cantora e compositora Olivia Hime, esposa de Francis, produtora e empresária; o poeta, letrista e tradutor Geraldo Carneiro, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL); e a jornalista Fabiane Pereira, especialista em música, como debatedora.
 
Repertório de sucessos
 
Durante a entrevista na edição temática do vespertino, entre uma lembrança e outra de passagens marcantes da carreira do convidado especial, a atração da emissora pública resgata repertório de sucessos. Figura querida da música brasileira, Francis Hime fez história e é referência no cancioneiro nacional.
 
No decorrer do programa inédito, o casal interpreta clássicos autorais do bamba e novas canções. A escolha inclui “Passaredo”, “A Noiva da Cidade”, “Samba pra Martinho”, “Imaginada”, “Trocando em Miúdos”, “Infinita” e “Atrás da Porta”, composições próprias de Francis Hime com vários parceiros ilustres.
 
Na animada conversa na tradicional bancada em formato de semicírculo, ele conta boas histórias da vida artística, lembra de bastidores, enumera parcerias inesquecíveis, aborda projetos musicais épicos dos 60 anos de carreira.
 
O protagonista dessa edição do Sem Censura comenta as trilhas sonoras para o cinema, valoriza a família e revela situações inusitadas que o público não conhece. Um dos destaques do encontro no vespertino é o seu novo trabalho, o disco “Não navego pra chegar”, álbum com obras autorais inéditas.
 
Lembranças da juventude
 
Francis Hime recorda que ganhou um piano aos seis anos de idade, lembra da reação inicial e das possibilidades que percebeu a partir do instrumento. “Eu não fui atraído pelo piano logo de cara. Eu não gostei muito no começo, mas aos poucos fiquei fascinado com a ideia de criar coisas. O piano tem uma possibilidade enorme. Acho que o que me atraiu foi essa capacidade de inventar, não tanto de seguir o que já estava pronto. Foi essa liberdade de criar que me pegou de verdade”, conta.
 
Filho da pintora Dália Antonina, Francis Hime começou a estudar piano clássico aos seis anos de idade, com Carmem Manhães. Depois, ele ingressou no Conservatório Brasileiro de Música onde permaneceu durante sete anos. De 1955 a 1959, aprimorou seus conhecimentos em Lausanne, na Suíça. De volta ao Brasil, o pianista ainda teve aulas com Wilma Graça.
 
Parcerias históricas
 
Na entrevista para o Sem Censura, Francis Hime recorda a parceria com gênios como Chico Buarque, Paulinho da Viola, Hermínio Belo de Carvalho, Ivan Lins e Ziraldo, entre outros ícones, como o saudoso Vinicius de Moraes. Francis Hime explica essa relação.
 
“Minha parceria com o Vinicius é um marco pra mim porque é a partir dela que conto oficialmente meu começo como compositor. A música ‘Sem mais Adeus’ foi feita em 1963 e foi inicialmente gravada pela Wanda Sá e depois por outros intérpretes. Era e sou discípulo de Antonio Carlos Jobim e faço parte da mesma geração que revelou Edu Lobo e Marcos Valle na primeira metade da década de 1960. Ser parceiro de Vinícius logo no início da minha carreira foi um grande marco”, celebra.
 
O veterano se emociona ao falar da parceria póstuma com Ziraldo. “Olivia descobriu essa música antiga minha que estava inédita até hoje, que é com letra do Ziraldo. Eu fiz para uma peça dele chamada ‘Belas figuras’. Só tinha sido usada na peça, então ela descobriu e nós cantamos juntos. Ficou bem bonito… Ele era meu amigo. Tem outras que ficaram inéditas. Tem poemas que ele me deu que acabei não musicando. Vai ver que um dia eu vou fazer”, deixa em aberto o mestre.
 
O convidado também reflete sobre essa grande sorte de parceiros. “A minha música geralmente é bastante diversificada. Eu escrevo para a orquestra, enfim. E a música melódica, ela tem um pé na música popular. Que é a contribuição que eu acho que eu posso dar para a nossa música”, diz Francis Hime.
 
Emoção, legado e samba
 
Para o pianista, a emoção é essencial. Francis Hime discorre sobre como se sente ao criar uma obra nova durante o bate-papo vespertino no programa diário da TV Brasil apresentado por Cissa Guimarães.
 
“Se não me emocionar, não componho. Tocar talvez até toque, mas compor, sem emoção, não tem jeito. Ouvindo Tchaikovsky, Stravinsky, Beethoven, Debussy, Ravel, tanta gente que veio antes e que me emociona. E essas parcerias com esses amigos, tem uma carga de emoção, de histórias. Quando completo uma música, dá aquela alegria, subo correndo as escadas para mostrar para a Olívia. Então é curioso essa coisa da criação, você começa a dedilhar alguma coisa, ou juntar, e de repente sai uma ideia que te toma, nem é você mais que a domina, ela que te domina. E quando se concretiza, é muito bom”, revela Francis Hime.
 
O artista também faz um apanhado da sua produção musical. “Enxergo minha obra como algo que não conseguiria não fazer. Ela é o resultado de muito estudo, de diversidade cultural, de parceiros geniais, de oportunidades e da sorte de ter grandes pessoas e músicos próximos a mim. Então, diria que é uma obra brasileira, que vem da emoção, e da qual tenho muito orgulho”, define.
 
Francis Hime ainda aborda sua relação com o samba. “Eu já compus muitos sambas. Além das parcerias com Chico e Vinicius, eu já fiz sambas com a Olivia Hime, minha esposa; Geraldo Carneiro; Paulinho da Viola e até com Cartola – uma parceria póstuma de um poema que recebi da família dele para musicar. O samba sempre correu forte nas minhas veias. A música que eu ouvia no rádio na infância ou ouvia em saraus com a participação de Dorival Caymmi tiveram tanta importância na minha formação musical quanto as aulas que fiz no Conservatório de Música ou quando estudei música na Suíça e nos Estados Unidos”, afirma.
 
Sobre o programa
 
Apresentado de segunda a quinta, ao vivo, às 16h, e com edições especiais toda sexta-feira, no mesmo horário, o Sem Censura é transmitido simultaneamente na telinha, no app TV Brasil Play e no YouTube do canal. O conteúdo fica disponível em formato de podcast no Spotify. A atração diária ainda tem janela alternativa na programação TV Brasil mais tarde, no mesmo dia, às 23h30.
 
A interatividade está presente na produção com a hashtag #semcensura40anos nas redes sociais. O público também pode participar pelo WhatsApp (21) 99903-5329. A apresentadora Cissa Guimarães lê e comenta as mensagens, enquanto os convidados respondem às perguntas enviadas.
 
Com quadro fixo de debatedores que se revezam ao longo da semana, o Sem Censura recebe artistas e profissionais de diversas áreas para debater temas do momento que interessam à sociedade. Em 2025, o programa da TV Brasil comemora 40 anos no ar.
 
Sem Censura faz parte da programação da emissora pública desde 1985, quando estreou no dia 1º de julho na então TVE/RJ, hoje TV Brasil, sob o comando de Tetê Muniz. O bate-papo vespertino criado por Fernando Barbosa Lima ficou mais conhecido com o rosto de jornalistas como Lúcia Leme e Leda Nagle no comando da bancada.
 
Serviço
Sem Censura – segunda a sexta, às 16h, na TV Brasil
Sem Censura (reprise) – segunda a sexta, às 23h30, na TV Brasil
 
TV Brasil na internet e nas redes sociais  
TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br
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Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização dos projetos Concertos da Liberdade – Sinfônica ao Meio-Dia e Sinfônica em Concerto –, Concerto nos Parques, Concertos Comentados e Sinfônica Pop, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular. Ligia Amadio é a sua atual regente titular e diretora musical. FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Palácio da Liberdade, espaços geridos pela FCS. A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado é responsável, ainda, pela gestão do Circuito Liberdade, do qual fazem parte o Palácio das Artes, Palácio da Liberdade e a CâmeraSete. Em 2021, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todas as pessoas

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