Morte de criança por meningite bacteriana na Grande BH reforça alerta sobre avanço das formas mais graves da doença em Minas Gerais

Especialista alerta para os tipos mais perigosos de meningite bacteriana e destaca vacinação completa como principal defesa contra casos graves e mortes

     A confirmação da morte de uma criança de 11 anos por meningite bacteriana em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, reacendeu o alerta para o avanço das formas mais agressivas da doença e reforçou a preocupação das autoridades de saúde com a baixa cobertura vacinal no país. Embora a prefeitura informe que não há outros casos relacionados até o momento, o episódio chama atenção para a velocidade de evolução da meningite bacteriana e o alto risco de morte e sequelas graves.

     Muitas vezes tratada de forma genérica, a meningite engloba diferentes tipos de inflamação das meninges — membranas que envolvem o sistema nervoso central. Segundo o epidemiologista do Hermes Pardini, José Geraldo Leite Ribeiro, a doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e até substâncias químicas. “Essa inflamação pode ser provocada por agentes infecciosos, como vírus, bactérias e fungos, ou até por substâncias químicas”, explica.

     Entre todos os tipos, a meningite bacteriana é considerada a mais perigosa. Isso porque o quadro pode evoluir em poucas horas, aumentando drasticamente o risco de complicações irreversíveis e morte. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que uma em cada seis pessoas diagnosticadas com meningite bacteriana não sobrevive. Entre os pacientes que conseguem se recuperar, cerca de 20% podem desenvolver sequelas permanentes, como perda auditiva, comprometimento cognitivo, convulsões, paralisias e alterações na visão.

     Os sintomas costumam surgir rapidamente e exigem atenção imediata. Febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência e confusão mental estão entre os principais sinais de alerta. Em casos suspeitos, a recomendação médica é procurar atendimento de urgência sem demora, já que o diagnóstico precoce pode ser decisivo para salvar vidas.

     As bactérias mais frequentemente associadas aos casos graves são a Neisseria meningitidis, responsável pela meningite meningocócica, e o Streptococcus pneumoniae, conhecido como pneumococo. No Brasil, o sorogrupo B do meningococo se tornou o principal causador de casos em crianças. “Hoje, o sorogrupo B é o principal responsável pelos casos em crianças no Brasil”, destaca o especialista.

     Diante desse cenário, especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra a doença. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a imunização combinada com as vacinas meningocócica ACWY — que protege contra os sorogrupos A, C, W e Y — e a vacina contra o meningococo B, responsável por aproximadamente 60% dos casos registrados no país desde 2023, segundo o Ministério da Saúde.

     A vacina contra o meningococo B está disponível apenas na rede privada. O Hermes Pardini disponibiliza tanto a vacina meningocócica B quanto a ACWY para pessoas que desejam manter a proteção em dia e reduzir o risco de formas graves da doença.

     Integrante do Grupo Fleury desde 2023, o Hermes Pardini atua há 65 anos no setor de medicina diagnóstica e possui 91 unidades em Minas Gerais e São Paulo. A instituição oferece exames laboratoriais, vacinas, testes genéticos, exames de imagem e soluções voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce de doenças. Já o Grupo Fleury, que completa 100 anos, é uma das maiores referências em saúde e medicina diagnóstica do Brasil, com atuação em diversos estados e mais de 500 unidades de atendimento no país.

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